
Descansei do sorriso
que era vão
e parti
sem entregar meu segredo.
As núvens sopraram no meu rosto
incertezas de muitos séculos
e foi o silêncio
quem cobriu de vento
a minha lágrima.
Eu não colhi nenhuma rosa
para que não me incendiassem vivo,
porém, observei o amadurecimento
de cada pétala
e conheci da natureza
a sua essencial virtude.
As coisas sofrem a decomposição
das pessoas e
a filosofia da dor
acompanha um guerreiro.
Despi-me do medo
para descer ao fogo
aprendi a escrever no escuro
para gozar
na direção do sol...
uma galáxia mora no meu peito
mas o meu corpo é um pássaro
cego.
Se eu tivesse coragem
cuspiria no espelho
e apagaria lembranças
que me alimentam a covardia. Mas eu tentei.
Eu tenho muito pouco pra seguir gritando,
mas eu sou jovem ainda.
Quando me levantar
estarei pronto
para o regresso.
(caso não desperte quero estar debaixo das raízes
de uma rosa).
Lou. Um dia... *todos os direitos reservados
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